Contratado junto ao Club Atlético Huracán, de Buenos Aires, era um desconhecido da torcida pontepretana até então. A única certeza que todos tinham era que o jogador tinha raça e muita vontade, características que se assemelham com a história da Ponte. Mas no destino de Gigena havia um dérbi. Até hoje, é lembrado como um dos únicos três jogadores do clube que marcaram três vezes em um único dérbi. Além dele, Weldon e Átis atingiram o feito.
Importância maior! Os dois gols de pênalti e um de puro oportunismo, em um gramado encharcado, deram início a um jejum que a Macaca carrega até os dias hoje. Desde o dia de Gigena a Ponte não perde para o rival. Depois, foram mais quatro partidas, com uma vitória e três empates.
Importância maior! Os dois gols de pênalti e um de puro oportunismo, em um gramado encharcado, deram início a um jejum que a Macaca carrega até os dias hoje. Desde o dia de Gigena a Ponte não perde para o rival. Depois, foram mais quatro partidas, com uma vitória e três empates.
Além dos três gols no dérbi, anotou outros quatros com a camisa da Ponte. E só. Só? Para o torcedor pontepretano, Gigena poderia ter sido contratado somente para o dérbi que já estaria de bom tamanho.
História
Depois da Ponte...Após cumprir seu papel na Macaca, Gigena seguiu sua rotina de andarilho do futebol. Caminhou por Clube Atlético Racing de Córdoba, Clube Atlético Colón de Santa Fé, Cortuluá, da Colômbia e Once Caldas, campeão da Libertadores de 2004.
No segundo semestre de 2007, chegou a ser apresentado como reforço do Fortaleza para a disputa da Série B, mas ficou por pouco tempo na capital cearense. Então, foi para o Everton, da cidade chilena de Val Paraíso, onde joga até hoje com a camisa 9, juntamente com o ex-goleiro corintiano Jhonny Herrera.
Curiosidades
Como todo grande ídolo, o artilheiro tem seu apelido. Na Argentina, é chamado de “El Topo”, nome dado em espanhol às máquinas britadeiras "que rompem desafios quase intransponíveis”. A cada gol que fazia com a camisa da Ponte, comemorava usando uma máscara de macaco.
Eterna gratidão
Gigena conquistou o torcedor da Ponte Preta. Mas o contrário também pode ser dito. Desde que deixou o time campineiro, o atacante acompanha de perto as campanhas da equipe. Segundo ele mesmo diz em uma carta enviada à Ponte em outubro do último ano, o argentino aprendeu a gostar da Macaca. "
Tomara que Deus os ajude a subir ainda este ano. A Ponte é um grande de verdade, com toda sua torcida fantástica. Guardo as melhores recordações e vocês estão no meu coração. Mando muita força e que Deus os abençoe. Agradeço a todos pelo carinho que me deram. Nunca vou me esquecer. Avante, Ponteeeeeeeee." O torcedor da Ponte também vai ser eternamente grato pelos três gols do dia 11 de outubro de 2003, Gigena!
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